terça-feira, 10 de julho de 2012

A Adaptação & As Curiosidades

Desde o último boletim informativo, muita coisa aconteceu:
  • O Tiago está na escola de Inverno. Todos os dias fazem actividades (desde fazer pizzas a jogar ténis) e todas as sextas feiras vão passear. Amanhã, vão patinar no gelo.
  • No Domingo passado, foi dia do Pai na África do Sul. O meu presente, do meu filho "Diego" (este ano, já tive dois dias do Pai):


  • Durante 2 semanas, na escola chamavam Diego ao Tiago. Ontem, ele escreveu o nome num papel para as professoras saberem.
  • O Guilherme come que nem um bisonte e abre a boca para todo o tipo de comida. Come a sopa, depois o prato principal, depois a nossa comida e por fim, a nossa sobremesa. Uma foto do Guilherme, a comer entrecosto:


  • Pedi à Accenture para mudar de carro, porque não estava satisfeito com o anterior:


  • Encontrámos casa e já mudámos. Aqui, abro um parêntesis para contar a busca de casa:
o   Vimos casas fantásticas. Estivemos numa enorme, em que o quarto principal era do tamanho de metade do nosso apartamento. Os lavatórios eram tão grandes que dava para o Guilherme dormir lá dentro.
o   Gostámos duma (da primeira que vimos), mas a imprevisibilidade e mudança de opinião do dono fez-nos desistir:
§  Ao início, o aluguer era 2.500€ negociável.
§  Depois, já tinha sido alugada.
§  Mais tarde, descobrimos que não era verdade.
§  Então, já era 2.500€ não negociável. Fizemos o acordo.
§  Em seguida, disse-nos que era 2.500€ + 150€ pelo condomínio.
§  Depois, tinhamos que fazer um contrato de 2 anos.
§  Enfim, obrigado e adeus.
o   Mais nova visita a casas. Novamente a primeira que vimos, foi a que mais nos agradou. Fizemos logo o acordo e com este dono (uma senhora), tudo foi mantido.
  • Acabámos por ter sorte. A casa é mais pequena, mas também mais barata, mas a dona é muito simpática e prestável. Mudou as alcatifas (sim, aqui as casas ainda tem alcatifa nos quartos).
  • Agora parecemos uns colonizadores sul africanos. A casa tem jardim, piscina (é tipo um tanque de lavar a roupa) e garagem. Vou enviar um email separado só com as fotos.
  • O condomínio onde vivemos chama-se Cedar Lakes Residential Estate. Para ver o site: http://www.cedarlakes.co.za/
  • Mudámos na sexta-feira passada. Como se pode imaginar, o nosso fim de semana, foi passado no supermercado e noutras lojas a comprar quase tudo (desde comida, vinho até chaves de fendas e inclusivé, bicicletas).

  • Na África do Sul existem empregos que já não temos em Portugal:
o   No supermercado, em cada caixa existe uma pessoa que coloca as compras nos sacos.
o   Nalgumas lojas, existem pessoas que nos levam as compras até ao carro e as colocam no porta bagagens.
o   Em todos os estacionamentos dos centros comerciais, existem uns senhores que nos indicam lugares vagos e nos ajudam a manobrar o carro para sair.
o   Infelizmente, não existem pessoas para tirar as compras do carro e colocá-las nas prateleiras da despensa.
o   Empregadas para cuidar dos filhos, outras para cuidar dos cães e outras para limpar a casa.
o   Dado curioso: no AKI cá do sítio existem uma quantidade de pessoas na rua, com cartazes de “canalizador”, “electricista”, “pintor”, etc, à procura de trabalho.
o   Nos semáforos, existe muita gente a entregar publicidade. Todos os dias tenho kilos de publicidade para colocar no lixo.


Saudações sul africanas.

A partida de Lisboa e a conexão em Frankfurt

Já que fizemos rir tanta gente, com as nossas peripécias à chegada, vou contar a parte inicial da viagem:
·         Chegada ao aeroporto de Lisboa, sem problemas. Carregámos as malas até ao check-in e começa a dança.
·         Com as malas de porão, tudo bem (apesar de em média, cada uma pesar 25 kgs).
·         Com as malas de mão, não. Demasiado peso e tivemos que dividir o peso por mais um trolley, que, por sorte, o meu pai tinha trazido no carro.
·         Chegados ao Raio X, tivemos que tirar todos os líquidos das malas. Foi aí que percebi que tínhamos leite e iogurtes para o avião todo.
·         Além do mais, também as caixas de dodots tiveram que sair. Aquí, já só havia dodots para metade do avião.
·         Adicionalmente, tive que testar nas mãos todas as pomadas que levámos (halibuts, etc, etc, etc).
·         Depois, foi colocar tudo nas malas novamente. Obviamente, não nas malas e nas posições originais.
·         A viagem para Frankfurt aconteceu, sem nada de relevante. Apenas o Guilherme que fez show com as hospedeiras e não dormiu.
·         Na conexão para Frankfurt, apesar de ser no mesmo terminal, pareceu uma caminhada interminável.
·         Obviamente, tivemos que parar para um pit stop do Tiago no WC.
·         O Guilherme adormeceu algures no meio do caminho.
·         Passagem pelos passaportes, pelo canal dos deficientes e pessoas com crianças de colo.
·         No Raio X, assignaram-nos uma máquina só para nós. E começou a dança outra vez. Tirar leites, iogurtes, dodots, computadores, etc, etc, para fora.
·         Depois, mais uma fila para confirmarem os nossos passaportes e bilhetes (outra vez).
·         Chegados ao avião, percebemos que eramos os últimos, mas a saga ainda não tinha terminado.
·         Como voámos no andar superior do avião, tive que levar o carrinho do Guilherme à entrada do andar inferior e depois entrar pelo lado superior, com todas as malas.
·         Entretanto, a Cristina tinha o Guilherme a dormir ao colo e 1 mochila nas costas e a sua mala.
·         O Tiago levou uma mochila e um trolley. Mas à entrada do avião, decidiu deixar a tarefa para outra pessoa. Deixou o trolley no meio do caminho e alguém que se desenrasque.
·         Felizmente, o comissário pegou no trolley e lá fomos até aos nossos lugares.
·         Sentámo-nos e a hospedeira, ao ver o meu ar afogueado, deu-me logo dois copos de água e em seguida, perguntou se eu queria um terceiro.

Boletim Nº 1 - A Chegada

E chegámos ao extremo sul da África.
A viagem correu relativamente bem, mas foi uma chegada caótica:
·         Sair do avião com 4 trolleys, 2 mochilas, 1 mala de senhora e 1 bebé não é facil e não é para todos. Mas tivemos a ajuda de uma hospedeira.
·         Estivemos 1 hora na fila dos passaportes, porque chegaram 4 voos da europa cheios de gente.
·         A seguir, retirar as 5 malas do tapete de bagagem e ir à procura das 2 cadeiras de criança para o carro (que saíram noutro tapete no fundo do aeroporto).
·         Depois, procurar a minha carteira, pois julgava que a tinha perdido.
·         Em seguida, levar os 3 carrinhos de aeroporto (mais o carrinho de bebé), mais o Tiago (que parou de colaborar) para o transfer.
·         Em seguida, carregar as malas e depois ir buscar o carro à Avis.
·         Depois, entender como funcionava o GPS e como é que se conduz do lado errado da estrada com o volante do lado errado do carro.
·         Em paralelo, o Tiago perguntava porque é que o carro era cinzento, porque é que o carro tinha o volante do outro lado, porque é que o GPS não falava português como o do tio, etc, etc, etc.
·         Chegada ao hotel e fazer o check-in.
·         Mas este hotel é especial. No check-in é preciso passar a impressão digital numa máquina (para poder abrir a cancela do portão principal) e tirar uma foto.
·         Resultado:
o   Aterrámos às 8:45.
o   Entrámos no apartamento às 12:15.

Novidades:
·         Finalmente, o Guilherme já anda sem ajuda.
·         Amanhã, vamos ver casas.
·         Conduzir do lado errado da estrada não é facil.